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POR QUE É IMPORTANTE FREQUENTAR UM GRUPO DE APOIO APÓS A ADOÇÃO?

🥰Não devemos mitificar a essência de ser família biológica com a contingência de ser família por adoção. 


🌻Os dois tipos de parentalidade têm exatamente a mesma importância e a mesma essência. 


💐No entanto, a contingência de ser uma família adotiva traz características especiais que não devem ser negadas, mas ao contrário, assumidas totalmente. 















👩‍🏫Texto de @dralidiaweber – CRP08/0774

#eduquecomcarinho #familia #desenvolvimentoinfantil #educacãopositiva #disciplinapositiva #paisefilhos #infancia  #parentalidade #educacaodefilhos #psicologiapositiva #educaçãopositiva #adoção #adotar

Relatório de adoções 2020 | Comarca de Ponta Grossa-PR

 Os dados abaixo são referentes as adoções realizadas na Comarca de Ponta Grossa, no ano de 2020 e foram levantados até o dia 18/06/2020.

Este relatório está disponível na página da Vara de Infância e Juventude. CLIQUE AQUI!

Direitos Humanos

Casal conta como rotina de vida mudou com adoção de irmãos

Dia Nacional da Adoção é comemorado no dia 25 de maio




A casa antes sem crianças, de repente, recebeu duas de uma só vez. E assim a vida do casal Rayssa e Danilo Farias foi transformada com a chegada de Anderson e Akira, irmãos que foram adotados por eles. A decisão do casal de adotar irmãos foi na contramão da maioria dos inscritos no Cadastro Nacional de Adoção, em que 61,9% dos adotantes declararam não querer irmãos.
Danilo conta que Anderson e Akira têm um vínculo muito forte e uma separação seria um trauma para eles. Com apenas três anos, o menino já se preocupava com a irmã, diante da ausência de atenção da família biológica. No abrigo, a preocupação com Akira continuou e ele chegava a guardar sobremesa para a irmã.
“Sabemos que irmãos são pontos de apoio e a história dos dois é muito bonita. Ele tinha essa relação de cuidado com ela e levou para o abrigo. Ele estava assumindo um papel que não é de criança. Tivemos um trabalho para que o Anderson nos deixasse cuidar deles dois. Recomendo a adoção de irmãos porque é muito bonita a vinculação”, relatou Danilo, neste Dia Nacional da Adoção, 25 de maio.
O casal Danilo e Rayssa também fugiu do perfil mais procurado pelos pretendentes ao adotar crianças negras e com idade um pouco mais avançada – Anderson tinha quatro anos e meio. Dados do Cadastro Nacional de Adoção, vinculado ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mostram que o perfil indicado pelos adotantes é principalmente de crianças recém-nascidas, com um, dois ou três anos de idade e brancas. São 43% os que querem crianças de até 3 anos e 14,7% aceitam somente crianças brancas.

Trâmites legais

Danilo e Rayssa esperaram quatro anos pela chegada de Anderson e Akira que foram adotados com, 2 anos e 4 anos, respectivamente. Ao longo desse período, apresentaram os documentos necessários para o processo de adoção, fizeram um curso e receberam a visita de assistente social para, só então, serem considerados aptos a entrar no cadastro de adoção. Danilo conta que não esquece a emoção do momento em que recebeu a ligação com o chamado para ir à vara de infância.
“Eles estão com a gente há cerca de três anos e mudaram toda a rotina, mudam os móveis da casa, as atividades que a gente faz, que hoje são voltadas pra eles, e é uma experiência muito boa, de muito aprendizado. São crianças muito carinhosas, muito espertas. Não consigo imaginar minha vida sem eles”, diz Danilo.
Também não faltam desafios como aprender a lidar com a adaptação comum ao processo de adoção e com as birras e questionamentos típicos da idade. “São crianças colocadas em um mundo muito diferente do que elas viveram e que a família que adota precisa saber lidar para que elas tenham o melhor desenvolvimento possível”, conta.

Perfil e Espera

Os números do CNJ mostram que, atualmente, existem 46.002 pessoas interessadas em adotar e 9.514 crianças e adolescentes aptos para serem adotados. De acordo com o CNJ, apesar de haver tantas pessoas interessadas em adotar, a demora no procedimento se deve, em boa parte, ao perfil indicado pelos adotantes.
O advogado Hugo Damasceno Teles, representante da ONG Aconchego, de Brasília, e da Associação Nacional de Grupos de Apoio à Adoção (Angaad), diz que essa conta não fecha por tratar do desejo e da capacidade das pessoas. “Temos que ter cuidado com o que desejamos e com o que damos conta. Acredito que muitos não conseguem enfrentar a adoção de crianças mais velhas e irmãos”, avalia.
Hugo Damasceno fala sobre o tema com a experiência de quem adotou duas crianças. Ele conta que, inicialmente, ele e a esposa preencheram o cadastro de adoção em busca de um bebê branco, com características semelhantes às do casal. Após começarem frequentar um grupo de apoio à adoção chamado Aconchego, no Distrito Federal, eles perceberam que conseguiriam lidar com uma situação diferente.
“Quando começamos a ir no grupo de apoio nos fortalecemos e vimos que conseguiríamos ir até um pouco além. Hoje temos crianças negras e vemos os olhares nas ruas. O grupo de adoção me fortaleceu para o enfrentamento de escrever na minha testa, sou pai por adoção”, relata.

Avanços na legislação

O advogado diz que houve avanços nos últimos anos que contribuíram para tornar mais célere o processo de adoção como a Lei 12.010 de 2009 que criou o cadastro nacional de adoção e a Lei 13.509 de 2017 que estabeleceu prazos para a definição da situação das crianças que estão em abrigos.
Mesmo assim, continuam frequentes as queixas sobre demora no processo de adoção. Hugo Damasceno Teles disse que, além de mudança na lei, é preciso que haja também avanços na infraestrutura e pessoal nas varas de infância e juventude.
“Não tem equipe técnica multidisciplinar suficiente, é muito pouca gente. Esse pessoal que vai no abrigo verificar a situação da criança, vai no abrigo, analisa a vida dos candidatos. É muito trabalho”, explicou.

Jornalista lança projeto para falar das angústias de filhos adotivos

Jornalista lança projeto para falar das angústias de filhos adotivos

Vida depois da adoção: quais as dúvidas, angústias e incertezas enfrentadas por filhos adotivos na adolescência e na vida adulta?


Clica na foto e confira a matéria completa!!!

FONTE: Gazeta do povo


Atualmente 500 crianças podem ser adotadas no Paraná




Clique na imagem abaixo e confira a reportagem completa.

 CLIQUE AQUI

Fonte: PRTV 1ª edição - 27/04/2018

Paraná tem quatro pretendentes para cada criança a ser adotada

Cor de pele, gênero, idade e o fato de muitas crianças possuírem irmãos são complicantes no sistema


O projeto do diagnóstico é do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Curitiba (Comtiba) e da Prefeitura, por meio da Fundação de Ação Social (FAS). Para mais informações acesse endereço eletrônico:
www.facebook.com/diagnosticoinfanciajuventudecuritiba.


Crianças para adoção

Paraná                 898
Brasil                     7.627

Pretendentes
Brasil                     39.718
Paraná                 4.036
                   Tabela 1 Fonte: Bem Paraná


Clique AQUI para mais informações e dados

Após anos de muita paciência na fila de adoção, ela encontrou a família que esperava por ela

Malu Abib: A mulher que encontrou a realização ao adotar três meninas


.



Malu recebeu uma ligação e, com ela, a confirmação: tinham encontrado sua filha.
Mas não era só uma, eram três.


Como e quando revelar ao filho que ele é adotado?




A doutora em psicologia e professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Lídia Weber, estará em Xanxerê na quinta-feira, dia 25, para palestrar na comemoração do Dia Nacional da Adoção, uma realização do Grupo de Estudo e Apoio à Adoção de Xanxerê (Geaax) – Amigos da Criança. Com o tema “A criança que será sua filha”, a programação iniciará às 19h30, na Unoesc, auditório do Bloco E.
Segundo a doutora Lídia, a palestra oferecerá informações sobre o que esperar do processo de adoção e também uma série de aspectos motivacionais. “Mas, mais do que isso, aspectos que precisamos refletir sobre a vida, parentalidade, acolhimento e idealização de um filho”, argumenta ela.
Para a psicóloga, há aspectos indispensáveis para alguém que decide adotar uma criança: preparação prévia: informações e preparação psicológica sobre a adoção, tanto para adoções por motivo de infertilidade como por altruísmo; revelação precoce da adoção para a criança; conversar sobre adoção e sobre sua história com o filho adotivo e não fingir que isso não existe; respeitar o filho se ele quiser mais detalhes sobre a sua família de origem; preparar a família extensa, tios, avós, sobre a adoção para que não seja surpresa, diminuindo assim o risco de discriminação; falar disso e sentir-se confortável diante de estranhos e amigos; desenvolver habilidades parentais e práticas educativas que favoreçam o desenvolvimento da criança (como em qualquer família), como não superproteger demais, não usar punição física, não ser negligente, participar na vida dos filhos.
Lídia considera que os adotantes devem aprender a lidar com a comunidade e ter até um papel educativo ao mostrar e falar da adoção. “Sempre lembrando que o filho não é adotado, um filho foi adotado, é um processo passado, depois ele é simplesmente filho!”.
Como e quando revelar que o filho é adotado?
Entre os temas da palestra, a psicóloga Lídia abordará a revelação tardia ou inadequada (feita por terceiros). Para ela, a revelação precisa ser feita desde que a criança chega na família adotiva, mesmo que ela seja um bebê. Os pais devem adotar constantes conversas sobre o tema, nas diferentes fases da vida da criança. “Filhos não saberem absolutamente nada de suas histórias de origem pode gerar desconforto com suas histórias se os pais não permitirem que elas conversem sobre isso com eles”, avalia.
O questionamento se os pais devem ou não contar ao filho que ele foi adotado sempre é uma preocupação, e para esta questão, a profissional deixa claro: “Sim, com todas as letras maiúsculas, sempre, e mais do que contar, deve-se falar do tema quando e como o filho quiser. É uma parte da história de vida que ele não conhece, que tem dúvidas e pode sofrer se ninguém conversar com ele sobre isso”.
Sobre os detalhes mais difíceis da história, Lídia argumenta que a revelação é desnecessária, para evitar sofrimento. “Não acho necessário detalhes absurdos. Muitas vezes os pais sabem detalhes e acabam contando para mostrar como a família de origem era ruim, e podem nem ter consciência que o fazem por este motivo. A criança tem o direito de saber de sua história, mas não detalhes escabrosos. Por exemplo, se ela foi tirada da família por maus tratos, isso pode ser dito, mas que foi abusada com um ano de idade ou foi deixada embaixo de um caminhão, não é necessário”.
De acordo com a psicóloga, a criança deve incorporar em sua história a palavra adoção como algo bom. “Dados empíricos registram que a revelação tardia ou inadequada são os maiores causadores de problemas nas famílias por adoção. Precocemente a criança incorpora sua história e a adoção como algo bom; devem haver sempre conversas e diálogos sobre o tema, pois a criança vai compreender diferentemente a medida que ficar mais velha”, explica.
Lídia relata que a revelação na adolescência é uma das mais dramáticas, pois está vinculada a uma fase por si só difícil e de profundas transformações e dúvidas.  “Em relação à revelação tardia, muitos estudos mostram que ela se associa com futuros problemas de comportamento da criança, prejuízos psicológicos ou acadêmicos e perda de confiança nos pais. No entanto, o procedimento de os pais revelarem a adoção e o processo de a criança compreender a origem são complexos e devem ser abordados de forma sistemática e contínua em diferentes idades da criança. A revelação precoce não assegura, necessariamente, que a criança compreendeu o que foi revelado a ela, portanto há necessidade de repetição das conversas  sobre a adoção ao longo de todo o desenvolvimento do filho adotivo”.
Veja dicas abaixo do livro “Adote com carinho”, de Lídia Weber, editora Juruá:
QUANDO CONTAR
A adoção deve ser incorporada ao nosso pensamento como uma outra maneira de formar uma família, não necessariamente em segundo lugar e, assim, ela passará a ser compreendida simplesmente como um modo diferente de formar uma família e não como algo ruim. A história de adoção não deve ser contada somente ao filho, mas aos parentes e amigos próximos.
Dessa forma, não deve existir um “momento” especial para contar, mas o assunto deve ser colocado na família e para a criança de maneira aberta, DESDE SEMPRE, até mesmo antes de sua linguagem verbal formal.
A criança compreende a adoção de maneira diferente, dependendo de sua idade e fases do desenvolvimento, por isso a revelação não deve ser feita uma única vez. Ela deve perceber que os pais sentem-se confortáveis e seguros em relação à adoção.

COMO CONTAR
Utilizar a palavra “adoção” de maneira regular, “desde sempre” para a criança possibilita que ela nunca se tornará um tabu. Mesmo o bebê, embora não entenda a linguagem formal, passa a incorporar as atitudes que os pais têm em relação ao mundo.
Contar historinhas de adoção, de como algumas pessoas passam de uma família para outra. Com a idade de aproximadamente dois anos, a criança já é capaz de ouvi-las com interesse. Nem sempre o saber significa compreender, por isso “o contar” deve ser sistemático.
Criar um livro de memórias e mostrar sempre para a criança, desde bebê: como foi o encontro, qual era a roupa, em que cidade, qual a idade exata que ela tinha, quais pessoas estavam presentes etc., pode facilitar essa compreensão.

O QUE CONTAR
Se a criança perguntar claramente se nasceu de sua barriga, deve-se dizer claramente que não, que ela nasceu da barriga de outra mulher, mas foi adotada por esta família. Quando a criança é muito pequena, não é preciso entrar em detalhes sociais. Com a passar do tempo, percebe-se o que a criança quer realmente saber. No começo ela nem vai ligar para a situação se souber muito cedo; algumas crianças podem ter reações após sete ou oito anos, ou na adolescência, mas a maioria que soube muito cedo, simplesmente incorporou isso a sua história de vida.
Enfatizar para o filho que não há nada de errado com ele: explicar que ele foi dado para adoção porque seus pais biológicos não puderam criá-lo naquele momento de suas vidas. Isso não é culpa dele e ele não fez nada de errado. Não se deve falar mal de sua família de origem: é a sua única referência histórica e ele vai carregá-la por toda a sua vida.
Afirmar que a adoção é “para sempre” e que você jamais vai dá-lo para outra pessoa: o seu compromisso é para toda vida.
Não se deve ressaltar ao filho adotivo que ele foi entregue para adoção “por amor”; quando pequeno, ele pode ficar confuso e pensar que se a família adotiva o ama tanto, também pode dá-lo para outra pessoa.
É imprescindível, afirmar, que ele sempre foi muito desejado pela família adotiva.





Sugestões enquanto se espera um filho por adoção (do livro “Adote com Carinho”)
  • Escreva uma definição de adoção. Peça para seu(sua) companheiro(a) ou familiares escreverem também, bem como seus familiares; crianças podem desenhar. Comparem e conversem sobre o significado de adotar um filho.
  • Faca a sua própria lista do que você acha que deve aprender, compreender, fazer, antes da chegada do seu filho;
  • Converse com famílias e amigos próximos sobre suas expectativas;
  • Frequente um Grupo de Apoio à Adoção e faça uma verdadeira preparação para fazer parte de uma família por adoção;
  • Leia livros, histórias de famílias por adoção, converse com outras famílias, participe de grupos da Internet;
  • Determine um período de tempo todos os dias para escrever, pelo menos 15 minutos; Inicie relacionando atividades triviais ou aquelas ligadas com o processo adotivo, como telefones, leituras feitas, visita do Serviço Social etc.;
  • As pessoas usam atividades diferentes, tais como diário em papel, scrapbookblog, arquivo digital etc. Não esqueça de definir o que será mostrado para seu filho, o que será revelado a outros e o que tem a ver com a sua privacidade. Você pode fazer diários diferentes;
  • Sinta-se livre, você não está escrevendo uma matéria acadêmica, não se preocupe em errar, rabiscar, escrever de novo. Essa será o início da historia do seu filho! Escreva sobre os seus sentimentos, o que você fez durante o dia, o que ocorreu de importante no dia, na semana, no mês, o quanto você pensou em seu filho! Pense o quanto o seu filho ficará feliz ao saber que foi tão desejado e esperado!

FONTE: FocaNaNotícia


25 de maio - DIA NACIONAL DA ADOÇÃO

Em comemoração do dia Nacional da Adoção, o Gaan-PG teve uma programação especial para divulgarmos a nossa causa.



-Coletiva com a imprensa TV e Jornal na Vara de Infancia e Juventude e o Gaan Grupo de Apoio as Adoções Necessarias

-Varias entevistas com familias ADOTIVAS EM DUAS EMISSORAS DE TV - RPC  e   SBT

-No  dia 25/5 trabalho de Divulgação do DIA NACIONAL a Adoção tambem em parceria com a equipe tecnica da 
Vara de Inf, e Juventude e GAAN no Terminal Central das 09,00 hrs ate as 17.00 hrs

- Dia 30/5 (hoje) faremos uma reunao Pubica Especial aos pretendentes a adoçao
Gaan Grupo de Apoio as Adoções Necessarias - Ponta Grossa Pr

Seguem registros da Ação do dia 25/05, no Terminal de ônibus Central da cidade de Ponta Grossa










Licença Maternidade



Você sabia que a licença maternidade 

para mamães que adotam é de 120 dias?


Veja a reportagem abaixo.


"O governo ampliou para 120 dias o salário-maternidade em caso de adoção, independentemente da idade da criança ou adolescente. Originalmente, a lei previa que só teria direito aos quatro meses de afastamento --igual às mães biológicas-- quem adotasse ou ganhasse a guarda judicial de uma criança com menos de um ano de idade.

Para a criança entre um e quatro anos, o afastamento era de 60 dias. Entre quatro e oito anos de idade, ele caía para 30 dias. Adotar criança com mais de oito anos não dava direito ao afastamento remunerado pelo INSS. De acordo com a lei, a idade limite para adoção é 18 anos.

Na prática, o INSS já estava concedendo a licença por quatro meses em qualquer situação há cerca de um ano, após ser obrigado por uma decisão da Justiça Federal em Santa Catarina. A determinação foi feita após ação do Ministério Público Federal.

O benefício após a adoção permite que a mãe se dedique à adaptação da criança à nova família. A regra antiga era criticada por privilegiar quem adota bebês, que já são os mais procurados.

Para receber o salário-maternidade, é preciso ser segurada do INSS. Além das trabalhadoras com carteira assinada, também podem receber o benefício autônomas, domésticas e donas de casa que contribuem." (Folha de SÃO PAULO\17\06\2013).

'Minha gravidez foi na alma'

'Minha gravidez foi na alma', diz atriz Alexandra Richter


No “Viver com Fé” desta semana, a atriz Alexandra Richter conta como lidou com duas grandes certezas que sempre teve sobre si mesma: a de que faria sucesso mais velha e que seria mãe através da adoção. “Foi uma escolha alegre, feliz”, conta ela.

A atriz relata a emoção do encontro com sua filha Gabi e lembra que não teve nenhum tipo de dúvida.  “Lembro que me emocionei como nunca na minha vida. Meu cabelo arrepiou, a lágrima não caía, pulava. Pari ali, naquele momento”, diz Alexandra. O mais impressionante, segundo o relato da atriz a Cissa Guimarães, foi o fato de ela ter tido leite, mesmo não tendo engravidado. “Quando minha filha chegou, eu tive leite. Eu vi que estava vazando e comecei a chorar. Falei: “Que milagre é esse”? Minha gravidez foi na alma”Assista abaixo a um trecho da entrevista que vai ao ar na quarta-feira, às 18h30.





FONTE: Programa Viver com fé

Movimento Nacional das Crianças "Inadotáveis"

Movimento Nacional das Crianças "Inadotáveis"

"Conhecemos as crianças "inadotáveis", ou seja, portadoras do HIV. Nos apaixonamos por quatro, mas elas não estão conosco. Muitas esperam por nós, por vocês. Elas não querem só ser cuidadas para sobreviver, elas querem ser importantes para alguém, ser amadas e ter um futuro. Não podem continuar sem a atenção que a lei exige: ou voltam para suas famílias de origem ou são adotadas. SALVEM AS CRIANÇAS PORTADORAS DO HIV" Depoimento da família Rau, de Curitiba.

A ADOÇÃO COMPARADA: Como ela funciona aqui e lá fora



 Como não poderia deixar de ser, não existe fenômeno social isolado, e o instituto da adoção não foge à regra. Com base nisso é impossível fechar os olhos para os estreitos laços que as instituições garantistas de direitos infanto-juvenis traçam com os mais variados fenômenos de nossa cultura e sociedade, e no que pecam.
 É neste sentido que devemos nos amparar nas regras do ser e do dever ser do sistema de adoção, especialmente como reflexo da sociedade, e não mais pertinente poderia ser tal análise senão levando em conta outra ex-colônia europeia que se desvencilhou da metrópole para andar sobre suas próprias pernas, os Estados Unidos, nação originalmente tão parecida com a nossa, para ver como lá funcionam os processos adotivos e o que eventualmente fazemos de tão errado para ter este sistema extremamente deficitário por aqui.
 Não entraremos em uma análise de direito comparado, pois os sistemas de common law e civil law são praticamente inconciliáveis em termos de garantias, além de o fato da federação estadunidense permitir autonomia infinitamente maior ao legislativo de seus estados do que aqui temos, razão pela qual teríamos de abrir vistas à lei de mais ou menos 50 estados americanos para fazer jus a completude da análise, coisa descabida no momento.
 Assim, nos resta traçar uma análise mais objetiva sobre um questionamento bem simples: o resultado, sem se prolongar muito.
 Abaixo, as elucidações do historiador Jacob Silverman acerca do sistema de adoção dos Estados Unidos, devidamente comentadas.

 Nos Estados Unidos, as adoções são realizadas, na maioria dos casos, através de agências específicas para esta finalidade, sendo que em alguns estados o intermédio de uma agência é requerido por lei.
  Após escolhida a agência de adoção, a família que se propõe a adotar recebe várias vistorias por parte de assistente social, própria da agência, que realiza o “estudo do lar”,  processo no qual se avalia a capacidade do casal em prover as necessidades da eventual criança, bem como auxilia com a instrução dos mesmos acerca do processo adotivo e prospecta a situação de melhor viabilidade entre adotante e adotado.
 Tal estudo geralmente leva de três a seis meses, podendo ser tal prazo ainda mais diminuto a depender da agilidade e interesse dos pais no preenchimento das etapas do processo, o que significa providenciar documentos de praxe e agendar de forma antecipada as diligências médicas. As entrevistas realizadas são minuciosas, feitas  com os candidatos de forma concomitante e de forma separada, sendo que a existência de outros filhos dentro do seio familiar também gera a necessidade de submissão destes ao processo de entrevistas.
O exame das condições do local de habitação dos candidatos também se dá de forma pormenorizada, sendo que o assistente verifica todas as localidades de convívio da criança, o local onde esta brincará, dormirá e terá suas refeições. A inspeção passa inclusive pelo crivo de bombeiros e médicos (dependendo do estado), sendo que os próprios candidatos podem ser submetidos a exames físicos para atestar sua capacidade de comportar uma criança em seu lar. Também são realizados testes de aptidão psicológica, com profissional habilitado, que levará em conta a situação e histórico do adotante.

 Em uma análise superficial, até o momento o processo todo é muito parecido com o praticado no Brasil, com o estudo básico das condições de inserção da criança na família que pretende acolhê-la. Contudo, vemos diferenças gritantes em dois pontos: na profundidade da análise feita pelos profissionais, tanto em termos qualitativos quanto quantitativos, e no lapso temporal dedicado aos estudos. 
 Não somente no sentido da eficiência das mesmas ferramentas, a possibilidade de contratação de agência de adoção privada, que conta com seus próprios profissionais habilitados, devidamente remunerados pelo adotante, dilui sobremaneira o ônus e o custo ao Estado pela realização de todas as diligências de estudo e desembaraço. Beneficia-se a criança, o adotante, o Estado e ainda se cria nicho de mercado altamente especializado e de relevante papel social para as agências. Não existe dinheiro ou recurso perdido aqui. 
 Assim, nos são dados dois tapas na cara com esta metodologia: o primeiro deles diz respeito ao conceito errôneo de que a adoção deva ser demorada em razão da adaptabilidade limitada e lenta entre criança e família, coisa que pode ser superada de forma célere desde que assistida de forma competente. O segundo é em função do erro em entender burocracia e segurança como situações sinônimas, quando o desenrolar, em que pese a quantidade maior de etapas, é célere nos EUA, mesmo que o processo todo seja bem mais complicado do que aqui. 
 Silverman traz estatísticas assombrosas acerca da eficiência deste processo:

Aproximadamente 120.000 adoções são realizadas nos EUA todos os anos. As adoções de crianças abrigadas atingiram o número de 51.000, em 2002.

 São 120.000 adoções/ano em um país com menos do que o dobro de nossa população e diversidade étnica tão acentuada quanto. Não somente isso impressiona, como o fato de número próximo a 50% destas adoções ser proveniente de “foster homes”, ou abrigos para crianças que já possuem alguma idade e não mais são tidos como “infants”, o que aqui se traduziria como recém-nascidos.
 No Brasil ainda convivemos com a política propagandista de que muitos dos casos de adoção são indeferidos pois os candidatos a adotante são seletivos demais, ideia enganosa e amplamente rebatida por diversos estudos publicados no próprio MONACI. Se aqui a seletividade é tamanha como dizem, imagine como seria nos EUA, país com traços discriminatórios muito mais ressaltados do que em nossa nação. No entanto, a realidade estatística é outra.
 O historiador arremata com uma explicação da história do sistema nos Estados Unidos:

Muitos orfanatos foram criados nos EUA durante os séculos 18 e 19, porém, ao longo do tempo, questionamentos acerca da qualidade das condições de vivência e políticas discriminatórias surgiram, em especial durante a época dos movimentos pelos direitos civis. Orfanatos ficaram associados a uma imagem de maus cuidados, com ausência de qualquer forma adequada de auxílio físico ou psicológico às crianças.
 Logo em seguida à Segunda Guerra Mundial, orfanatos caíram em franca decadência nos Estados Unidos. A título de exemplo, na Chicago dos anos 70, estes já não existiam mais.
 A nível nacional o país substituiu o antigo modelo de orfanatos por RTCs (centros de tratamento residencial, na sigla anglófona). A diferença com relação ao antigo modelo é que agora a instituição mais se assimila a um centro de tratamento psicológico e a uma escola do que aos antigos depósitos de crianças, como haviam se tornado – e de certo modo sempre foram – os orfanatos em si.

  Note-se aqui importante diferencial com relação às práticas brasileiras. Nos Estados Unidos a definição de orfanato é completamente distinta da que temos aqui. Um abrigo à moda brasileira seria conhecido como orfanato por lá, e por diversos motivos. A recreação que aqui se dá às crianças, o acompanhamento psicológico e a educação são infinitamente negligenciados, tanto por falta de interesse e de repasse de verbas pelo poder público quanto pela própria falta de preparo e de estrutura das instituições.
 Considerando que a Segunda Guerra Mundial findou em 1945, o retrógrado sistema que aqui adotamos para prática de abrigo de crianças órfãs ou afastadas de suas famílias biológicas, entrou em franco declínio há quase 70 anos, já estando definitivamente sepultada há mais outros bons 40 anos no mundo mais civilizado. No frigir dos ovos, estamos defasados em quase meio século.
 Uma informação ainda mais dolorosa ao mote que vemos repetido à exaustão, de que seria o Brasil o país do futuro: o término da Segunda Grande Guerra foi marco histórico  não somente no campo da geopolítica, com a Alemanha devolvendo as migalhas da Alsácia-Lorena aos franceses, mas representou muito mais do que isso para os próprios Estados Unidos. Foi época de reviravolta cultural, do levante da população por uma civilização mais igualitária e com amplo enfoque nos direitos civis e nas reformas da educação; foi o ponta-pé que faltava para o crescimento dos EUA como nação evoluída e hegemônica que é hoje. Foi neste ponto que os EUA deixaram de ser uma nação agrícola e inocente para se tornar país de liderança global. Jamais poderiam ter feito isso sem pensar nas gerações futuras, na mais basilar das garantias que é a afirmação de mínimas condições de crescimento e desenvolvimento aos novos americanos, e nessa seara entraram as crianças órfãs, desamparadas, que agora, em pleno manifesto pelos direitos civis, não mais poderiam quedar em negligência.
 No nosso protótipo de nação do futuro, regra tão básica ainda não passa de um sonho.

O QUE APRENDER COM ISSO?

 Primeiro de tudo, que processo adotivo é prioridade, e não suplemento, como entendem certas entidades do judiciário ao alegar que “as crianças abrigadas estão bem onde estão”. Medida contrária ao princípio do ECA da proteção integral e prioritária da criança\jovem, discriminatória e negligente. Enquanto figuras geniais como Martin Luther King morreram lutando pelo fim destas discriminações irracionais e antiprogressistas, no Brasil tais práticas são avalizadas e institucionalizadas pelo judiciário ainda hoje.
 O segundo ponto, é que o cuidado e as diligências despendidas ao sistema adotivo não deveriam ser de competência unicamente estatal, pelo que poderia muito bem todo o processo ser aberto à iniciativa privada, servindo a figura do Estado como instituição de homologação de todo o processo.
 Se é medo a desculpa pelo arredio comportamento do Estado ante a proposta de se colocar a gerência de direitos fundamentais e da personalidade nas mãos de particulares, de que modo tal receio se justifica ante a própria e evidente incapacidade do Estado de garantir tais direitos? Além do mais, sempre será do Estado o dever de fiscalizar e credenciar as instituições, coisa que quiçá desempenhe com maior competência do que a costumeira, pois fiscalizar gera tributo e tributo gera a riqueza estatal – o que possui posição de maior destaque na hierarquia de prioridades de nosso Estado, muito antes do interesse das crianças.
 Por fim, fica claro que a adoção é apenas um dos elementos pelos quais uma nação demonstra a que veio, sendo sua gerência a própria previdência estatal no futuro. Abandonar uma geração de crianças que apenas precisam de um lar e de uma família para se tornar escolados e produtivos cidadãos é a mais evidente e inequívoca forma de burrice, de inaptidão, de renúncia à condição de bípede. Um país que não vê em suas crianças o futuro não verá futuro em lugar algum.

MONACI
(colaboradores)

*Jacob Silverman é formado em história pela Universidade de Emory, Atlanta, onde ainda atua se dedicando a produção de artigos científicos.

#FICA A DICA

Dica de leitura:



O menino que não nasceu da barriga da mãe - Carmem Lúcia Eiterer

“Era uma vez um menino que não nasceu da barriga da mãe dele...” A fantasia pode nos aproximar da verdade, convencer mais do que a lei, ser mais veemente do que as notícias dos jornais, como no caso desse livrinho sobre a adoção.
A história contada pelo pequeno Antônio apresenta uma diferente abordagem do tema da adoção e contribui para o esclarecimento de questões como: o que é ser filho e o que é ser mãe de verdade?
Ilustação: Augusto F. Oliveira
 - Por Band News

Adoção tardia cria vínculos afetivos mais fortes


Crianças com mais de seis anos têm uma ínfima possibilidade de ser adotadas: apenas três, a cada trinta mil famílias, querem um filho adotivo mais velho. Mas, segundo pesquisadores da Universidade Federal do Paraná, a adoção tardia cria vínculos de afeto, ainda mais fortes.
Clique na imagem abaixo para ter acesso ao vídeo completo da reportagem!



Há 5,4 vezes mais pretendentes do que crianças aptas à adoção, aponta CNJ

Bárbara Paludeti
Do UOL, em São Paulo


  • Marcello Casal Jr./Agência Brasil
    Há 5.426 crianças ou adolescentes esperando uma família, de acordo com dados do CNJ
    Há 5.426 crianças ou adolescentes esperando uma família, de acordo com dados do CNJ
De acordo com dados do CNA (Cadastro Nacional da Adoção), ferramenta criada pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em 2008 para centralizar e diminuir a distância entre aqueles aptos à adoção e os pretendentes, há 5.426 crianças ou adolescentes esperando uma família e 29.440 que esperam uma criança, o que representa um número 5,4 vezes maior. À primeira vista, pode parecer que a conta não fecha, porém os pretendentes exigem um perfil que não é facilmente encontrado nos abrigos país afora.
Neste sábado (25), comemora-se o Dia Nacional da Adoção. Se por um lado há que se comemorar a existência de uma ferramenta como o CNA, lançado em 29 de abril de 2008 com objetivo de agilizar os processos de adoção por meio do mapeamento de informações unificadas, por outro, em cinco anos, foram adotados apenas 1.987 crianças ou adolescentes.

ATO DE AMOR

Fiz vários tratamentos, gastei dinheiro e tomei muito hormônio, tive um problema sério no útero. Hoje, estou realizada e se soubesse que era tão maravilhoso adotar, não teria feito fertilização e passado por tudo que passei
"É um número insatisfátorio, muito pouco para um cadastro nacional. O nosso Poder Judiciário não tem infraestrutura básica para poder suprir as necessidades da infância abandonada, as Varas da Infância e Juventude são criadas, mas não são instaladas. O processo é muito lento, a máquina é muito burocrática, infelizmente", afirma o advogado e presidente da comissão especial de direito à adoção da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil - seção São Paulo), Antônio Carlos Berlini.
Só no Estado de São Paulo, em 2012, foram 3.535 adoções processadas --cada processo pode ter mais de uma criança envolvida. Em 2011, foram 3.450.
O cadastro consolida os dados de todas as Varas da Infância e da Juventude referentes a crianças e adolescentes em condições de serem adotados e a pretendentes habilitados à adoção. O sistema objetiva reduzir a burocracia do processo, pois uma pessoa considerada apta à adoção em sua comarca ficará habilitada a adotar em qualquer outro lugar do país, mas não são muitos os pretendentes que têm condições de viajar e passar alguns dias em outro Estado para conhecer uma criança ou adolescente.

CADASTRO DA ADOÇÃO

  • 5.426

    crianças/adolescentes aptos à adoção
  • 29.440

    pretendentes
  • 1.987

    crianças adotadas em 5 anos
Fonte: CNJ
    "Os motivos que normalmente levam a adoção são infertilidade, evitar uma gravidez de risco, impedimento de ter mais filhos ou criação de vínculo afetivo com uma determinada criança", explica a assistente social e coordenadora de um grupo de apoio à adoção de Santo André (SP), Maria Inês Villalva.
    Entre os pretendentes, 22.243 não têm filhos biológicos, contra 7.197 que têm. "O que não deve acontecer, e infelizmente acontece, é a adoção para fazer um obra de caridade. A adoção é um instituto jurídico e legal que serve para dar uma família a uma criança, e não uma criança a uma família", explica Berlini.